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Documentação · 5 min de leitura

Manual de operações para um hotel pequeno: o modelo mínimo que funciona

Manual de operações para um hotel pequeno: o modelo mínimo que funciona

Um manual de operações para um hotel pequeno não precisa de 60 páginas: precisa de 9 secções bem escolhidas. Com elas responde-se a cerca de 80 % das perguntas que chegam à receção num turno normal. Este é o modelo mínimo que vemos funcionar em hotéis de 20 a 60 quartos.

As 9 secções

1. Chegadas e partidas. Horários de check-in e check-out, o que fazer com chegadas antecipadas e late check-out: quem autoriza, quanto custa e como se cobra.
2. Tarifas e condições. Até quando se aplica a tarifa não reembolsável, o que acontece com os no-shows e quem pode abrir uma exceção.
3. Quartos. Ficha por tipo: o que cabe (berço, cama extra), o que não cabe, e os suplementos exatos em euros.
4. Pequenos-almoços e bar. Horários de semana e de fim de semana, preço se não estiver incluído e como gerir alergias e intolerâncias.
5. Animais de estimação. Peso máximo, andares permitidos, suplemento de limpeza e onde não podem entrar.
6. Estacionamento. Próprio ou em parceria, preço por 24 h e o procedimento do talão ou do comando.
7. Avarias técnicas. Quem se avisa consoante a avaria e o horário, e quando se muda um hóspede de quarto.
8. Faturação. Que dados são precisos para uma fatura de empresa e como se discrimina a taxa turística.
9. Acordos externos. Táxis, estacionamento, lavandaria, florista: contacto, condições e preços acordados.

Três regras ao escrevê-lo

Primeira: cada dado com o número exato. «O late check-out custa 25 € e é confirmado pelo chefe de receção de manhã» responde; «consultar disponibilidade» não. Segunda: uma pergunta real por parágrafo, com a resposta no início. Terceira: data da última revisão visível em cada secção, para que ninguém duvide se continua em vigor.

O manual não é o fim, é o princípio

O erro clássico é pensar que basta escrevê-lo. Um PDF de 30 páginas não se consulta a meio de um turno; pergunta-se ao chefe, que é mais rápido. A segunda metade do trabalho é dar-lhe uma interface: um assistente interno que responda no momento citando a secção exata, e que avise quando uma pergunta não estiver coberta. Assim o manual cresce exatamente por onde a equipa precisa: cada lacuna é uma pergunta real que não voltará a interrompê-lo.

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